Histórias do Abaré

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Dizem os mais velhos,  que para valorizar uma história é preciso ter alguns artifícios para criar um ambiente propício para que o público alvo realmente acredite nessa “história”. Então, vamos listar alguns deles. Primeiro precisamos de  um bom pescador ou caçador, um fato e claro uma excelente História para quem ouvir acreditar no ocorrido.

Essa é de pescador verdadeira. “Um belo dia, na região da Amazônia mas precisamente na Floresta Nacional do Tapajós, município de Belterra/PA. Segue para mas um trabalho em campo a equipe de Educação, equipe de enfermagem da Faculdades Integradas do Tapajós e Volúntaria abordo de uma lancha. Saímos em direção da comunidade de Itapiúna em época de seca (muita seca, com lama pela canela, isso não vem ao caso), bom!!! o lancheiro foi levando a lancha em direção de uma pessoa que estava na beira do rio uns 200 metros, foi quando sentiu algo raspando em sua orelha e em seguida bateu nas costas e região lombar de uma pessoa da equipe, automaticamente debatendo-se entre os pés dos outros tripulantes. Um Tucunaré !!!!!UM Tucunaré pulou para dentro de nossa lancha, não acredita?!!Pois é, um tucunaré. Peixe muito apreciado na culinária regional amazônica, foi uma pescaria de primeira, não foi!? Contada por filha de  pescador de verdade!!!!Vamos as fotos.

Depois do nascimento do Iohan, da comunidade de Pinhel a criançada adotou o Amigo Cuidador Abaré para nascer e ver de perto a turma que leva saúde para o povo ribeirinho. Nesta semana, o Aldery, Técnico responsável  pela recepção no navio nos enviou um email e as fotos de cortesia.

“Boa novas…
Nascido nesta semana, o mais novo comunitário da RESEX, parto feito no N/H ABARÉ – O Salomão“.
E recebendo todos os cuidados e também o carinho da enfermeira Marcela Brasil, responsável na área do município de Santarém.

E a turma que estar em sede, deseja muita Saúde e Alegria e bem vindo ao mundo!

Nasceu na unidade de Saúde Móvel Fluvial Abaré. No dia 09/10/10, às 01:55h Parto normal, pesando 3.375kg, medindo 49cm do sexo masculino assistido pelo médico Iohan. Mãe a sra. Receonira Mota da comunidade de Pinhel do municipio de Aveiro pai sem informação.Por vontade da mãe o menino se chama Iohan o nome do médico. Foi realizado todos os cuidados de enfermagem com a mãe e RN. O RN recebeu nitrato de prata, Vit k, vacinas Hep B e BCG.Tudo que é preconizado pelo MS.

Enfa. Rosilene Lima de Almeida
Saúde Comunitária

O povo da Amazônia é considerado o povo das águas, acostumado à vivência cotidiana com o rio que é ao mesmo tempo seu sustento, seu caminho e sua alma, de onde surgem não apenas os peixes, mas também os mitos e lendas que alimentam seu imaginário e sua cultura. Essa vida quase de uma liturgia diária com o rio, tem seus ciclos aos quais o povo já se acostumou e para os quais sempre teve explicações. Enchentes e vazantes dos rios, sempre trouxeram consigo significados importantes, de que a natureza sempre se renova, trazendo nova vida para as pessoas também.

Porém cada vez mais são comuns fenônemos naturais exagerados que pôem em risco não apenas as certezas dos conhecimentos tradicionais, mas principalmente a sobrevivência das populações que vivem no contato direto com a natureza. É o caso das populações ribeirinhas. Em 1995 uma grande seca dos rios da Amazônia deixou milhares de comunidades isoladas. E neste ano, estamos vivenciando o que vem sendo chamada de a maior enchente de todos os tempos, com os rios atingindo a marca de mais de 9 metros, o maior índice já documentado.

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A Enfermeira Rose, da equipe do Projeto Saúde & Alegria no Abaré, nos trouxe essa história do dia-a-dia do  “amigo cuidador”, a unidade móvel de Saúde do PSA.

A Rose nos contou que numa rodada extra do Abaré pelo município da Aveiro, na Floresta Nacional do Tapajós, na comunidade de Santa Cruz, ela conheceu a Jennifer, de cinco anos.  Jennifer tateava o Abaré e fazia, com toda a sua capacidade de formar imagens, o cenário visual do navio.  A Rose, atenta aos movimentos da menina, deficiente visual desde o nascimento, foi ao seu encontro para ajudar esse “olhar”, muito especial.

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