Enchentes prejudicaram a qualidade da água nas comunidades ribeirinhas
No mês de maio e junho, em plena época de chuva, foi realizada uma pesquisa da qualidade de água nas duas margens do Rio Tapajós. A pesquisa fez parte das ações do barco Abaré na FLONA e RESEX e mostrou resultados preocupantes: em todas as comunidades pesquisadas a água era de qualidade comprometida.
Água de qualidade boa, chamada de água pura, deve ser totalmente transparente e inodora, sem gosto, nem cheiro. Também não deve ter elementos químicos indesejáveis como nitritos e nitratos e não pode ter bactérias. A pesquisa, realizada pela equipe do Abaré, as Prefeituras de Santarém e Belterra e pesquisadores voluntários, teve foco nestes elementos.
Doutor Fábio Tozzi, coordenador do núcleo de Saúde Comunitária do PSA disse, sobre os resultados: “Na maior parte das comunidades a água era transparente e inodora, mas nós observamos em todas a presença de bactérias, principalmente das bactérias que são de um grupo chamado coliformes”. Coliformes são bactérias que se encontram nos esgotos e nas fossas e entram a água através do contato da água de boa qualidade com os dejetos humanos ou de animais.
A causa da presença dessas bactérias é, em parte, a cheia. Thomas Le Jeune, um dos pesquisadores que acompanhou os exames nas comunidades avalia que: “Durante a época de cheia a água leva muitas coisas sujas para as comunidades. Traz fezes de animais e lixo, que causam essa contaminação”. Segundo Fábio Tozzi, os dejetos também são levados para os poços e para os lençóis freáticos pela chuva que infiltra o solo. “Mas também pode ser causado pelos banheiros sanitários que estão muito próximos das fontes, ou seja, do igarapé, do poço ou microssistema de água”.
Com estes resultados, o Projeto Saúde & Alegria e as Prefeituras participantes decidiram realizar campanhas nas comunidades para tratar a água antes de bebê-la. O único jeito de prevenir doenças causadas pela água é tratá-la adequadamente com a solução de hipoclorito de sódio (cloro) a dois e meio por cento. Essa solução é distribuída para todas as comunidades através do Abaré, e pode chegar nas casas das famílias através das mãos do Agente Comunitário de Saúde.
Fábio Tozzi deixa uma mensagem para o comunitário: “Coloquem a solução na sua água, no seu pote ou no seu filtro. São duas gotas para cada litro. Dessa forma, após 20 minutos depois de colocar as gotinhas de cloro na água, provavelmente a sua familiá terá uma água de qualidade boa”.
Previnam as doenças, principalmente para as crianças, e usem cloro na água!


4 Comentários
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31, Julho , 2009 as 1:16 pm
Naiara Freire
Estive no Pará, na cidade de Prainha através do Projeto Rondon, onde junto as comunidades carentes pude perceber dentre as diversas dificuldades sofridas, está a falta de saneamento, que contamina as águas e traz tantas doenças. Parabéns pelo trabalho de vcs. São essas ações que fazem diferença. Grande abraço.
29, Outubro , 2009 as 12:15 pm
paizinha
se as pessoas tivessem conciencia doa seus atos,talves nao houvesse tanta poluicao nas aguas do brasil e do mundo…a agua e um bem muito precioso e valioso que temos..e vida….e viver….o que seria da vida sem agua…..nao haveria vida…sera que e isso que o ser humano realmente quer…..vamos preservar a vida,vamos preservar a agua que e a vida…..
2, Março , 2010 as 11:45 am
ePiLOIy
tsWQgIQF
9, Março , 2010 as 7:44 pm
Laverne
This is the reason I love abare.redemocoronga.org.br. Great post.